O mercado financeiro reagiu com forte otimismo ao anúncio de que o Grupo Equatorial se tornou o investidor de referência no processo de privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). As ações da estatal mineira fecharam em alta expressiva superior a 13% nesta quarta-feira (3/6).
Os papéis da companhia saltaram de R$ 52,94 para R$ 60,00, atingindo um dos maiores patamares históricos desde a estreia da empresa na Bolsa de Valores. No âmbito do acordo com a Equatorial, que assumirá a fatia correspondente às ações do governo estadual, os títulos foram negociados na alocação prioritária pelo valor de R$ 49,03, resultando em uma arrecadação total de R$ 5,59 bilhões, segundo dados oficiais divulgados pela Copasa.
A operação será consolidada por meio da Gerais Saneamento S.A., subsidiária criada pela Equatorial para conduzir o negócio. O Grupo Equatorial é uma das principais holdings multissetoriais do país, com forte atuação nos segmentos de energia elétrica e saneamento básico, controlando concessionárias em sete estados. A holding também liderou a privatização da Sabesp, em São Paulo, onde detém 15% de participação.
A modelagem adotada para a desestatização da Copasa segue as diretrizes aplicadas no caso paulista. O formato prevê a venda de uma parcela estratégica das ações pertencentes ao Estado de Minas Gerais, que atualmente detém 50,03% do capital votante, transferindo a gestão e a execução dos planos de investimento para o investidor de referência.
Por determinação legal, todo o montante bilionário arrecadado pelo Executivo mineiro com a venda da Copasa será direcionado de forma exclusiva para a amortização do passivo do estado com a União. A medida faz parte do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), mecanismo acionado por Minas Gerais para renegociar um saldo devedor estimado em R$ 180 bilhões.
Fontes: Copasa, Governo do Estado de Minas Gerais e B3.






