Abuso Infantil – Quem Cala, consente. Denuncie disque 100

20/05/2016

No dia 18 de maio de 1973, uma menina de 8 anos foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada no Espirito Santo. Seu corpo apareceu seis dias depois carbonizado e os seus agressores, jovens de classe média alta, nunca foram punidos. A data ficou instituída como o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes” a partir da aprovação da Lei Federal nº. 9.970/2000. O  “Caso Araceli”, como ficou conhecido, ocorreu há quase 40 anos, mas, infelizmente, situações absurdas como essa ainda se repetem.

O abuso não escolhe classe social, região ou condição financeira. Então, a suspeita de que uma criança possa estar sendo sexualmente abusada deve sempre ser investigada cuidadosamente, pois isto certamente vai afetar em muito a vida da criança e da família como um todo.

As sequelas deixadas pelos abusadores são: graves problemas sociais e psiquiátricos, problemas de comportamento, como agressão ou comportamento indevidamente sexualizados durante a infância, abuso de substâncias, disfunção sexual na idade adulta, depressão, tendências suicidas, medo, etc.

 Ao desconfiar que a criança está sendo abusada, deve-se imediatamente conversar com essa criança. Validar seus sentimentos, faze-la sentir-se segura para contar o que está acontecendo. Em caso de dúvida quanto ao procedimento com a criança leve-a imediatamente à um psicólogo infantil.

 Ainda existem casos de mulheres abusadoras, mas normalmente o abuso perpetrado por uma mulher é o abuso físico (bater, espancar a criança), e não sexual.

 No art. 13 do Estatuto da Criança e do Adolescente diz que: “os casos de suspeita ou confirmação de castigo físico, de tratamento cruel ou degradante e de maus-tratos contra criança ou adolescente serão obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade, sem prejuízo de outras providências legais”.

Drª Michele Rocha que é presidente da Comissão Infância, Juventude e Idoso e membro da Comissão de Direitos Humanos e Assuntos Penitenciários de Lavras enfatiza que: “a cada 15 segundos uma criança é abusada no Brasil e quando se denuncia é uma criança a menos que sofre. Vale ressaltar que a omissão também é crime. Não seja cúmplice, disque 100 e salve vidas!”

***Por: Michele Rocha (adaptado)