Estudo comprova que ‘taxa das blusinhas’ não gerou empregos e incentivou varejo nacional a subir preços

A implementação da cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, popularmente conhecida como taxa das blusinhas, completa seu ciclo inicial com resultados distantes do prometido. Segundo estudo da Global Intelligence and Analytics, encomendado pela Amobitec, a medida não gerou o impacto esperado na preservação de empregos ou na valorização salarial dentro do varejo brasileiro.

Em vigor desde agosto de 2024, a taxação provocou uma queda de 56% na demanda por produtos importados de baixo valor. No entanto, o setor nacional, em vez de expandir a produção ou contratar, aproveitou a redução da concorrência externa para elevar preços ao consumidor final. O levantamento indica ainda que as remunerações no setor continuam abaixo da média do mercado, evidenciando que a proteção comercial não se converteu em benefícios para o trabalhador.

O efeito colateral mais severo atingiu o poder de compra das classes C, D e E, que compunham o grosso do volume de importações. Enquanto o acesso a produtos acessíveis foi restringido, a arrecadação federal não acompanhou proporcionalmente o volume de transações remanescentes. Com a popularidade da medida em queda brusca e a ausência de indicadores econômicos positivos no mercado interno, o governo federal já sinaliza a intenção de rever a alíquota nos próximos meses.

Fontes: Estudo Global Intelligence and Analytics / Amobitec.

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