Vale anuncia US$ 1,9 bi para acabar com barragens

A Vale informou, neste sábado (8/6), que está acelerando o descomissionamento de nove barragens de minério de ferro a montante no Brasil. Esse tipo de alteamento é o mesmo tipo das barragens que se romperam em Mariana (2015) e em Brumadinho (2019). Para isso, a mineradora provisionou US$ 1,9 bilhão.
Essas barragens são consideradas mais frágeis e propensas a rompimentos, já que os alteamentos (a elevação delas para ampliação da capacidade de armazenamento) são feitos sobre os próprios rejeitos.
No comunicado, a empresa detalha o processo de descomissionamento das estruturas:
• 2 serão completamente descomissionadas em 3 anos
• 5 serão transformadas em a jusante antes do descomissionamento
• 2 terão seu fator de segurança aumentado dentro de 3 anos antes do
descomissionamento
• Despesa estimada entre US$ 150-200 milhões em 2019, em torno de US$ 500 milhões em 2020 e entre US$ 150-200 milhões nos próximos anos
• Avaliações em andamento em projetos de engenharia e despesas para outras estruturas geotécnicas (próprias e JVs).
Nesse tipo de estrutura, o corpo da barragem é construído com o uso de rejeitos depositados, como detalha o comunicado da companhia. Os alteamentos são realizados no sentido contrário ao fluxo de água (montante). A barragem necessita de rejeito grosso para que o maciço possa ser construído.
Sobre a descaracterização das estruturas, a mineradora assegurou que nenhuma das nove barragens a montante recebe novos rejeitos e as operações próximas a elas também se encontram paralisadas, como requisito para o andamento do processo de descaracterização – que significa o encerramento definitivo do uso da estrutura.
Após concluídas as obras de descaracterização, a estrutura restante deixa de ser uma barragem e é totalmente reincorporada ao relevo e ao meio ambiente ao redor, diz o comunicado.
Fonte: O Estado de Minas 

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