Secretaria de Saúde reforça conscientização da população contra a Aids

3 de dezembro de 2017
A HIV não apresenta sintomas e o acompanhamento médico desde o início é imprescindível para se garantir qualidade de vida (Foto Adair Gomes)

Para isso desenvolveu uma campanha informativa que está sendo veiculada no site da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) , no Blog da Saúde e nas redes sociais, e tem como objetivo a divulgação de informações sobre cuidados, medidas de prevenção e formas de tratamento da Aids e das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Além de reforçar a importância do diagnóstico precoce.

Segundo a coordenadora do Programa de ISTs/Aids e Hepatites Virais da SES-MG, Jordana Costa Lima, apesar dos grandes avanços em relação ao tratamento e qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV, um dos maiores problemas que envolvem a Aids continua sendo a falta de diagnóstico precoce.

“Isto porque o vírus causador da infecção possui uma chamada janela imunológica (fase em que o vírus se encontra indetectável no sangue) e a pessoa poderá transmitir o vírus mesmo não apresentando sintomas. Quanto mais cedo descoberto, mais rápido será o tratamento. Por isso é tão importante reforçar as informações sobre a doença”, recomenda Jordana.

Doença em Minas

Em Minas Gerais, no período de 2007 a 2017, foram diagnosticados 37.755 casos de HIV/Aids, que estão distribuídos em 730 municípios. 40% desses casos foram diagnosticados em heterossexuais, 33% em homossexuais e 5% em bissexuais. Mais de 46% dos casos conhecidos estão entre jovens de 20 a 34 anos. Em 2017, no período de janeiro a 29 de novembro, foram diagnosticadas 3.543 pessoas com a doença.

Segundo Jordana, no período de 2012 a 2016 houve um aumento significativo de casos da infecção no público masculino, chegando em 2017, uma média de 3 homens para cada mulher soropositiva. “Ao analisarmos a categoria de exposição observamos um aumento de casos entre homens que fazem sexo com homens (HSH), representando 38% a mais dos casos notificados no ano de 2015”, diz.

A taxa de incidência da Aids em Minas é de 20,4 pessoas a cada 100 mil habitantes. As regionais de saúde de Belo Horizonte, Uberlândia e Divinópolis estão entre regiões com mais casos da doença.

A HIV não apresenta sintomas e o acompanhamento médico desde o início é imprescindível para se garantir qualidade de vida. O diagnóstico precoce é fundamental para interromper a cadeia de transmissão do vírus e também para que o tratamento seja realizado da maneira mais adequada.

Medicamentos

O Brasil é referência internacional no tratamento de HIV/Aids.  Por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) é disponibilizando mensalmente às pessoas que vivem com a Aids os antirretrovirais por meio das Unidades Dispensadora de Medicamentos (UDMs) dos CTA/SAE. Atualmente, o estado de Minas Gerais fornece medicamentos para aproximadamente 43 mil pessoas HIV positivas.

Os antirretroviais são medicamentos que combatem a multiplicação do vírus HIV e fortalecem o sistema imunológico. O tratamento contínuo com os remédios reduz a mortalidade e o número de internações e infecções por doenças oportunistas, que atacam o sistema imunológico. Seu uso é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida de quem tem HIV/Aids.

Segundo Jordana Costa Lima, hoje em dia é possível ser HIV positivo e viver com qualidade de vida. “Mas é essencial tomar os medicamentos indicados e seguir corretamente as recomendações médicas. Saber precocemente da doença é fundamental para aumentar ainda mais a sobrevida da pessoa”.

PrEP

A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de risco à infecção pelo vírus é uma terapia de uso preventivo de medicamentos antirretrovirais antes da exposição ao HIV. Tem como objetivo prevenir a infecção pelo vírus e promover uma vida sexual mais saudável.

A Profilaxia é indicada para populações em situação de maior vulnerabilidade e com risco acrescido de infecção pelo HIV, ou seja, homens que fazem sexo com homens, gays, travestis, transexuais, profissionais do sexo e casais sorodiferentes (casais onde um dos parceiros vive com HIV e o outro não e que têm relações sexuais, repetidas vezes, sem o uso de camisinha ou que têm usado a Profilaxia Pós-Exposição repetidamente, ou que apresentem infecções sexualmente transmissíveis).

A PrEP estará disponível em 180 dias após a publicação do Protocolo Clínico para uso da PrEP no Diário Oficial. A sua implementação se dará de forma gradual, com monitoramento anual. Segundo o Ministério da Saúde a estimativa é que cerca de 7 mil pessoas farão uso da profilaxia no país, no primeiro ano de implantação. Em Minas está previsto a chegada dos primeiros tratamentos no início de 2018.

Prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)

Além da distribuição gratuita de preservativos e testes rápidos pelas Unidade Básicas de Saúde, Serviços de Atenção Especializada (SAE) e Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e demais serviços credenciados, outras recomendações também são importantes para a prevenção da infecção:

-Fazer uso do preservativo (masculino ou feminino) em todas as relações sexuais;

-Não compartilhar agulhas e seringas;

-Usar material esterilizado na aplicação de tatuagens e piercings;

-Realizar os exames de pré-natal, durante a gestação;

-Evitar materiais não esterilizados em clínicas odontológicas, nas manicures, barbearias etc;

-Evitar o uso abusivo de álcool e outras drogas ilícitas. Elas podem alterar o nível de consciência do indivíduo e a capacidade de tomar decisões sobre a forma de se proteger.

Para mais informações sobre HIV/AIDS acesse aos hotsites Sexo Seguro e Aids, e o Blog da Saúde

*Agência Minas