Proibidas de vender lanches, escolas passam aperto em Minas Gerais

26 de março de 2012

Desde setembro de 2009, as escolas estaduais e municipais foram proibidas de vender em suas cantinas (a maioria tercerizada), lanches que possam prejudicar a saúde: nada de balas, refrigerantes, bolachas ou salgadinhos industrializados. Por isso, muitas escolas passaram a vender somente salgados assados, já que foi autorizada a venda de alimentos como frutas, sucos naturais, bolos sem cobertura, leite etc.

Recentemente a proibição se estendeu para qualquer venda de lanche. Aos alunos, fica apenas a opção da merenda. A medida está apertando o cinto das escolas estaduais de Varginha, pois acabou com uma renda a mais que beneficiava as escolas. Os diretores usavam o lucro da venda para reparos emergenciais, sem recorrer ao processo burocrático. A diretora de uma escola estadual de Varginha deu como exemplo o simples conserto de uma torneira. “Agora, é preciso preencher uma papelada. Nada contra, acredito que é necessário registrar o que se faz em um órgão público. O problema é a demora em liberar pequenos recursos”.

Ocorre o mesmo no Coração de Jesus. A nova diretoria tomou posse no dia 23 de janeiro e foi surpreendida com a medida. “Existe o dinheiro [público], mas por conta da transição [entre a antiga e a nova diretoria], há muita coisa a se acertar”, explicou o vice diretor Guilherme Dias.

Burocracia


Enquanto isso, pequenos consertos e compras terão que esperar pelos recursos oficiais, atrasando pequenas ações que eram realizadas rapidamente, através da venda de lanches.
As escolas continuam com outra fonte de renda: as famosas rifas e eventos para arrecadar recursos.

É lei


Apesar dos problemas ocorridos nesse primeiro momento, a ideia do Governo do Estado merece elogios: o objetivo é fazer com que os alunos se acostumem com uma alimentação saudável, incentivando o consumo de frutas, sucos e sanduíches naturais. Muitas vezes a criança não aprende isso em casa.

Fonte: Blog do Madeira