Profissionais africanos concluem curso na UFLA sobre a cultura do algodão

13 de setembro de 2017

OS 35 profissionais africanos presentes na Universidade Federal de Lavras (UFLA) desde junho deste ano concluíram nessa segunda-feira (11) o curso de capacitação e transferência de tecnologia na cultura do algodão.

Originários dos países Benim, Burkina Faso, Burundi, Cameron, Tchad, Côte D’Ivoire, Mali e Togo et du Senegal, os estrangeiros vieram com o objetivo de aprender para repassar, aos órgãos e entidades nas quais atuam em seus países, questões relacionadas ao cultivo.

O curso contou com aulas teóricas e práticas por meio de viagens a propriedades agrícolas de cidades vizinhas a Lavras e também do sul e norte de Minas, Campo das Vertentes, triângulo mineiro e Alto Paranaíba. Além do algodão, os participantes tiveram conhecimento sobre técnicas na área de produção agrícola de demais produtos, como o trigo, por exemplo. “Todos os métodos aprendidos serão úteis para aplicar na agricultura dos países africanos” – afirma o coordenador do curso, professor Antônio Carlos Fraga (DAG).

Fraga ressalta que os resultados do curso foram muito melhores do que o planejado: “Houve uma sintonia muito grande entre os envolvidos; os estrangeiros se adaptaram e se integraram muito bem aos costumes brasileiros”, afirma.

O coordenador de Cooperação Técnica da África, Ásia, Oceania e Oriente Médio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) do Ministério de Relações Exteriores, Nelci Peres Caixeta, esteve presente na solenidade de formatura e diz que vale a pena ver o resultado dessa integração entre Brasil e África: “Com certeza, a interação entre os participantes não vai se restringir apenas a esses 90 dias que estiveram no País. Acredito que vão continuar mantendo contato entre si para troca de experiências sobre as práticas aprendidas” – conclui.

O reitor da Universidade, professor José Soares Scolforo, ressalta que o curso faz parte do processo de internacionalização da Instituição: “Esse processo não faz com que a UFLA apareça nos rankings, mas é o que nos deixa mais felizes e com o maior prazer, pelo fato de ajudar nações amigas a difundirem nos seus trabalhos o que aprenderam aqui, fazendo com que os produtores tenham melhores condições de vida, a medida que conseguem produzir mais e melhor.”

Ao final da cerimônia, os formandos fizeram uma homenagem ao reitor, ao professor Antônio Fraga e aos demais integrantes que auxiliaram e acompanharam o curso.