Ponte que liga bairros Tipuana I e II coloca em risco passagem de motoristas e pedestres

15 de abril de 2017
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Completados 3 meses da tragédia que abalou a cidade Lavras, no Sul de Minas, a reportagem do Blog O Corvo-Veloz voltou na manhã de hoje, quinta-feira, 13, a ponte que liga os bairros Tipuana I e II.

No final da noite do dia 8 de janeiro, um domingo, um motorista tentava atravessar a ponte que é a única ligação entre os dois, quando o ribeirão transbordou e levou o veículo.

A ponte já estaria submersa devido ao volume de chuva que atingiu a cidade no final da noite daquele dia.

O condutor do veículo não conseguiu avançar contra a corrente e os ocupantes tiveram que abandonar o carro e foram localizados agarrados a galhos no meio do ribeirão e resgatados, mas uma adolescente de 14 anos acabou presa dentro do veículo.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Lavras, a chuva durou cerca de 2h e o corpo de Laís Vitória só foi encontrado dentro do carro por volta das 4h do dia 9 de janeiro. O veículo estava a cerca de 100 metros do local onde o automóvel caiu com os ocupantes.

A situação da ponte que liga os bairros Tipuana I e II já era alvo de reclamações dos moradores dos dois bairros muito antes da tragédia que custou a vida da adolescente Laís.

Na manhã do dia 9 de janeiro, devido a forte comoção com a morte da adolescente e a grande repercussão do caso na mídia, rapidamente uma equipe do prefeito José Cherem (PSD) esteve no local.

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Os funcionários, com a presença do secretário municipal de Obras e Defesa Civil, Talles Silva Monteiro, fizeram a limpeza da encosta do ribeirão e interditaram a ponte, mas nunca mais apareceram no local.

“O que nós vamos fazer agora é providenciar a interdição para não colocar outras vidas em risco e pedir à comunidade para que em caso de enchentes não tente a travessia”, disse o prefeito de Lavras, José Cherem, em entrevista a EPTV Sul de Minas, na época da tragédia.

Passados um mês da tragédia, os artefatos que impediam a travessia de veículos foram sendo retirados aos poucos e os motoristas voltaram gradativamente a circular pelo local.

Na manhã de hoje, completados 3 meses, a reportagem se deparou com uma situação ainda pior. A os artefatos que interditavam o local foram retirados e a passagem de veículos está totalmente livre.

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O local recebe tráfego intenso, tanto de veículos, inclusive caminhões, quanto de pedestres, pois além de ligar os dois bairros, é acesso para a BR-265 e para comunidades rurais, como a da Serrinha.

Os dois lados da ponte são acessados em curva e com o malto alto, muitos motoristas acabam conhecendo a atual realidade do local somente quando já estão na travessia. Devido as chuvas dos últimos dias na cidade, parte da cabeceira da ponte cedeu. Além disso, a estrutura metálica que forma da ponte está bastante danificada, estreitando ainda mais as condições de passagens.

Fonte: Blog O Corvo Veloz