Lavras,
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5, novembro 2009 - 0:00:00

Poços de Caldas: Diretor de presídio é afastado após denúncias

05-11-2009 17:15:37

ADRIANA RODRIGUES/Jornal da Mantiqueira

presidio2_120Denúncias sobre a atuação de detentos em atividades criminosas na cidade, com possível participação de agentes penitenciários e ainda a possível condescendência ou complacência da direção do presídio e agentes em benefício de alguns presos, estão sendo apuradas pela Polícia Civil e pela corregedoria da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi). Ontem vários mandados de busca e apreensão foram cumpridos e até que o caso seja apurado o diretor-adjunto Samoel Rodrigues Souza e o diretor de segurança Rodrigo Donizete Teodoro, do presídio de Poços, foram afastados.

A Operação Cadeado, segundo a assessoria de imprensa da Suapi, estava sendo planejada há cerca de um mês. Além do afastamento da diretoria, seis agentes foram encaminhados para a delegacia para prestar depoimento e nove presos foram transferidos para outras unidades prisionais do Estado. Os mandados, segundo foi divulgado, foram cumpridos na residência de alguns agentes e, inclusive, dentro do presídio. Provisoriamente, a direção do presídio ficará a cargo do diretor da Unidade Prisional de São Lourenço, Carlos Alfredo Sales.

O delegado Carlos Eduardo Galhardi Di Tommaso (foto), que está à frente do caso, disse ontem que uma vez recebidas as denúncias, há cerca de dois meses, foi dado início às investigações. “Colhemos alguns depoimentos que confirmaram, em parte, essas denúncias e em razão disso solicitamos alguns mandados de busca e apreensão para a residência de alguns desses agentes investigados a fim de coletar provas ou materiais, documentos ou ainda alguns arquivos no computador que indicassem a veracidade das informações. Nesse momento da investigação ainda não consegui formar uma convicção sobre a culpabilidade ou não dessas pessoas. Essa medida de busca e apreensão foi uma medida cautelar, ou seja, para instruir melhor o inquérito, não foi uma indicação de culpabilidade ou de que eu indiciarei esse ou aquele e uma prova disso é que não solicitei prisão, mesmo porque não havia pressuposto para que fosse feito o pedido de prisão”, disse Tommaso.

Ontem mesmo as pessoas investigadas começaram a ser ouvidas. Outros agentes e, inclusive, alguns presos também prestarão depoimento. Segundo o delegado, só no final do inquérito será possível concluir se as denúncias são ou não infundadas.

Tommaso disse ainda que nenhuma arma ou droga foi encontrada durante o cumprimento dos mandados. “Encontramos pouca coisa. Nós apreendemos mais computadores para análise de hardware e alguns documentos no presídio para apurar se houve ou não favorecimento de detentos”. Todo o material será encaminhado para perícia.