Lavras,
29/08/2014 19:17
17, outubro 2010 - 4:12:02

Lavras: O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente investigam o caso da tela intitulada “Verônica” que saiu da Igreja do Rosário e foi para o MASP, em São Paulo

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, em Lavras,  estão examinando o caso da obra artística “Verônica”. O jornalista e escritor Pedro Coimbra, autor da reportagem “Lavras: Pintura sacra do acervo da Igreja do Rosário é encontrada no MASP”, veiculada no Lavras 24 Horas em 22 de novembro de 2009, prestou esclarecimentos ao Promotor Carlos Alberto Ribeiro Moreira sobre o assunto.

Segundo ele, munido de e-mails que comprovam a veracidade da história, seu personagem principal é William Daghlian (foto), que estudou no Instituto Gammon em 58 e 59, sendo na atualidade produtor musical e morando fora do Brasil desde 1968.

Em depoimento, William Daghlian, narra o fato: “Quando estudei em Lavras, a igreja matriz estava em reforma. Um dia, pedi permissão ao guarda para entrar e ver como iam as obras. Na sacristia, encontrei a ponta de um tecido sob uma pilha de tijolos. Removendo-os, vi uma tela jogada, sem chassis, imunda, descascando, com uma pintura de um anjo segurando o manto da Verônica. A pintura estava em péssima condição. Perguntei se eu poderia comprar o quadro, ao que o guarda me informou que o mesmo pertencia ao Patrimônio Histórico e não poderia ser vendido. Disse-lhe então que no estado que estava, o quadro desapareceria em pouco tempo. O guarda me disse: Então pode levar. Perguntei quanto era, e ele disse: Nada! Levei o quadro para São Paulo, o consegui salvar e mais tarde o doei ao Museu de Arte de São Paulo. Hoje é a mais antiga pintura brasileira do acervo do MASP. É do sec. XVlll,  provavelmente de 1756″.

Pedro Coimbra disse que o Lavras 24 Horas comprovou a doação ao MASP e que alguns especialistas a quem mostrou a história de William Daghlian consideraram que a igreja matriz por ele citada seria a do Rosário e por isso a pintura estaria protegida pelo Instituto do Patrimõnio Histórico Nacional.

Ao Promotor Carlos Alberto Ribeiro Moreira, Pedro Coimbra afirmou que a Igreja do Rosário era a única edificação tombada pelo IPHAN, em Lavras, que muito provavelmente não possuisse um catálogo de suas obras sacras e que no decorrer dos anos várias peças históricas desapareceram daquele templo, o que também ocorreu em muitas outras cidades.

Informou também que produziu mais algumas matérias sobre o assunto e que não sendo um especialista no assunto obteve algumas informações de que a peça poderia ser parte de uma tela maior e que não teria muita importância. Outros lhe disseram que o melhor lugar para a obra ser resguardada na sua integridade seria mesmo o MASP.

Verônica
Sec. XVIII
tela  (120,0 x 59,2 cm)
Da Igreja Matriz de Sant’Ana das Lavras do Funil (hoje museu, Igreja do Rosário)
Lavras, Minas Gerais
Museu de Arte de São Paulo
Doação de William Daghlian

O website de William Daghlian é  http://www.williamdaghlian.com

Saiba mais

Lavras: Repercute matéria sobre pintura da Igreja do Rosário que está no Masp
28-11-2009 09:25:37

O Lavras 24 Horas recebeu um e-mail de Wagner Raimundo Gonçalves no seguinte teor:
 
“Na oportunidade quero pedir a gentileza de verificar uma questão, quanto a matéria publicada no dia 23 de novembro. Após a leitura, acredito que possa ter passado de maneira errada, não sei se fui entendido, por se tratar de uma conversa breve por telefone. E por estar com vários assuntos para serem tratados em reunião do dia 22 de novembro.
 
A parte da maneira que tem o título como Desabafo.
 
Deveria ser entendida desta forma:

O presidente do Conselho do Patrimônio Histórico de Lavras, Wagner Raimundo Gonçalves, se mostrou preocupado com a notícia. Ele avaliou que o desaparecimento de bens do acervo histórico lavrense foi intensificado nos últimos 30 anos, sem que pouco ou quase nada tenha sido feito para reverter essa situação. Cita como exemplo os dois anjos do altar central da igreja, que, segundo ele, foram substituídos de forma misteriosa entre 1987 e 1997.

“Todo o patrimônio da igreja está bastante deteriorado pelas péssimas condições de armazenamento ao longo dos anos pela razão da Igreja ser um Patrimônio Histórico e ser pouca utilizada, chegando ao ponto de ser fechada para a população. Com a retomada das obras de restauração a maior parte das peças  encontram-se de posse da Igreja Matriz de Santana, por ser a paróquia responsavel pela Igreja, visto que a igreja passou a funcionar com as suas atividades litúrgicas e eclesiásticas.

Desta forma estão sendo estudadas as formas de colocar em exposição este utensílios. Quanto a tela mostrada  através do site acredito que não temos um suporte adequado para acondicionar e preservar essa peça da ação do tempo e das dilapidações”, disse.

Wagner Raimundo afirmou também que todos os fatos serão apurados e levados ao conhecimento do IPHAN para que outras providências possam ser tomadas pelas autoridades lavrenses.  
 
COMUNICADO
 
Quero através deste trazer-lhes informações sobre a reunião do Conselho de Patrimônio realizada no último dia 23 de novembro de 2009, às 18:30hs na Casa da Cultura de Lavras, situada a rua Santana, 111 Centro.
 
Quanto a reunião, quero-lhes informar que foram tomadas as devidas proviências quanto a obra. Já entramos em contato com o IPHAN – Brasilia para nos embasar segundo informações que em breve receberemos.

Quanto a pintura, sabemos do seu grande valor para a comunidade lavrense, desta forma estamos cautelosos para fazer o certo da melhor maneira. Assim ficou formado uma comissão que atuará a respeito deste assunto Todos os conselheiros chegaram a conclusão que no momento devemos nos orientar e depois buscar a melhor solução para o acontecimento, já que, só chegou a nosso conhecimento através deste conceituoso canal e web de informações.
Parabenizamos a atitude e a forma que este site vem atuando. Assim comprometemos em estar informando todas as ações deste conselho em prol da referida obra, pois se trata da história da nossa cidade, e assim nós como representantes da comunidade lavrense queremos o que é melhor para nossa cidade e para a preservação da nossa história.

Agradecemos ao vosso empenho e nos colocamos a disposição.
 
Abraços.
 
Wagner R. Gonçalves ”

ORIGINAL DA ENTREVISTA DE WILLIAM DAGHLIAN AO LAVRAS 24 HORAS

1. Seus dados gerais (Nome, idade profissão, estado civil).

Meu nome é William Daghlian, nasci na Pró-Matre Paulista em São Paulo, no dia primeiro de setembro de 1941.
Vivo em Nova York desde 1968, onde sou músico profissional, trabalhando como professor de piano e produtor de CDs (ver o meu website www.williamdaghlian.com). Tenho cidadania dupla, dois passaportes, brasileiro e americano.
Meu estado civil é divorciado.
 
2. Por que motivo vc veio estudar no Gammon em 1958?

Eu estudava no Colégio Dante Alighieri, em São Paulo. Na época, estudava-se latim, francês italiano (o Dante era escola italiana), inglês,  além de geografia, história, etc. Sempre fui bom aluno em todas matérias, menos matemática. Repetí a terceira série do ginasial  por causa da matemática. Meus pais acharam que seria bom para mim estudar interno por uns tempos. O Gammon foi recomendado pelo reverendo Borges, pastor da Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo.
 
3. É verdade que seu pai era industrial em São Paulo e amigo dos comerciantes lavrenses Haical e Rafe Haddad, já falecidos?

Não me lembro dos nomes de todos amigos do meu pai. Lembro-me somente do Sr. Abrão, um lojista simpático, que tinha um casal de filhos e a moça, se não me engano, chamava se Adélia,
Meu pai, Loutfy Daghlian foi um armênio, sobrevivente do genocídio cometido pelos turcos em 1915.
Ficou órfão e abandonado aos 10 anos de idade, perambulou pelo Oriente Médio maltrapilho, por muito tempo. Mais tarde foi protegido por beduinos, mas acabou fugindo, porque não quis se tornar muçulmano.
Por fim, foi acolhido  em um orfanato de inglêses em Beirut no Líbano, onde aprendeu a profissão de carpinteiro.
De Beirut, imigrou para o Brasil. Como ainda não falasse o  português, valentemente comprou um dicionário e o decorou.
Seu primeiro trabalho em 1929,  foi como carpinteiro na construção do edifício Martinelli em São Paulo. Juntou um pouco de dinheiro, começou a trabalhar como mascate. Depois abriu uma pequena loja em Jaú. Finalmente, ja casado mudou-se para São Paulo, onde  Teve fábrica de guarda-chuvas, tecelagem em Americana e uma cadeia de lojas de roupas.  Depois da críse do petróleo de 1972, foi á falência, perdeu quase tudo.
Este foi somente um pequeno resumo da vida do meu pai, que foi uma vjda de dimensões  épicas e seria motivo para escrever vários livros.
Meu pai foi um homem maravilhoso, sempre me incentivou e dizia:
- Meu filho estude o que quizer, mas o faça o melhor possível.
- Prefiro gastar tudo que tenho para os seus estudos, pois o dinheiro pode acabar, mas o que você guarda na cabeça, ninguem pode tirar.
Sabedoria…
 
4. Qual sua impressão do Gammon e de Lavras daquela época?

Lavras era uma cidade pacata, gostosa,  onde fui muito bem recebido. Andar de  bonde era divertido. Eu adorava o teatro do século XVIII, que no meu tempo era cinema. Ao lado havia um restaurante onde, quando eu recebia a mesada do meu pai, eu ia comer uma comidinha mineira deliciosa. 
A comida no refeitório do colégio não era dessas coisas, mas tenho boas lembranças do Gammon, que  era um excelênte colégio, e num nível pessoal, foi importante, pois eu era um garoto da cidade grande e aprendi muito com os colegas que vinham de fazendas, bem como de cidades pequenas. Foi um aprendizado importante, comecei a conhecer mais o mundo, a me conhecer melhor e a me sentir mais independente. 

5. Além do Carlos Fernando e do Ângelo de Moura Delfim quais eram seus colegas daquele tempo?

Ah tantos!
O Carlos Fernando é um homem brilhante, interessantíssimo,  mas não foi meu colega de classe, ele era mais jovem, eu frquentei a sua casa convidado pelo Ângelo e assim o colhecí, alem de conhecer a sua irmã e seus pais. A mãe deles tocava piano de ouvido lindamente.
Não me lembro do nome e sobrenome de todos colegas, mas lembro de alguns,  José Roberto Vanorden Vieira,  César Martins Chagas, Marcus Vinicius Arantes, Aloísio Pinto Dias, Ronaldo Lopes, Eduardo Cambraia, Araken Bezerra, José Clodoveu e o irmão José Jurema, Gustavo (do Rio de Janeiro), José  Sergio, Pio, Hiram, o “Foca”. É uma lista incompleta e provavemente me lembrarei de outros nomes depois desta entrevista…

6. Vc se lembra de alguns professores?

Lembro de poucos nomes. o diretor era o prof. Sinval. A minha professora predileta era a dona Nieta, que convidei para ser a minha madrinha de formatura.
Lembro dos professores Amtonio Ferreira, Waldir Azevedo, Roberto Coimbra, o Osório, que me disse que eu era paulista e não brasileiro. Havia tambem uma americana gorducha, a dona Grace, que diziam ser informante da CIA (parece que era verdade).
 
7. Vc estudava piano no Gammon e quem era seu professor (a)?

Não me lembro do nome da professora em 1958, mas em 1959, estudei com o Rubem Alves.
Cantei no coro do Gammon e quando a regente Dalva foi fazer um curso nos Estados Unidos regí esse coro por algum tempo.
 
8. Conte novamente o episódio do dia em que vc encontrou a “Verônica”.

Como é sabido, quando adolescente estudei (1958 e 1959) interno no Gammon, em Lavras.
A antiga igreja matriz da cidade, na época “Igreja de Sant’Ana das Lavras do Funil”, estava em reforma.
Eu tinha muita curiosidade para ver como era a igreja por dentro. Um dia, pedi permissão ao guarda para entrar e ver como iam as obras.
Na sacristia, vi a ponta de um tecido sob uma pilha de tijolos. Removendo-os, encotrei uma tela jogada, furada, sem chassis, imunda, descascando, com uma pintura de um anjo segurando o manto da Verônica.
A pintura estava em péssima condição.
Horrorizado, perguntei se eu poderia comprar o quadro, ao que o guarda me informou que o quadro pertencia ao Patrimônio Histórico e não poderia ser vendido.
Disse-lhe então que no estado que se encontrava, o quadro desapareceria em pouco tempo e que se ele me vendesse, eu levaria a pintura para São Paulo para tentar salvar o que restava.
Depois de pensar um pouco, o guarda me disse: -Então pode levar.
Perguntei quanto era, e ele disse: -Nada!
Um bom homem, modesto e honesto.
Consegui salvar o quadro, que certamente acabaria no lixo. Mais tarde o doei ao Museu de Arte de São Paulo.
O quadro é lindo, o anjo e o Cristo tem expressão serena.
Hoje é a mais antiga pintura brasileira do MASP. É do sec. XVlll,  provavelmente de 1756.
 
9. Vc se arrepende de ter levado a obra para São Paulo?

Pelo contrário, tenho muito orgulho de ainda adolescente, ter tido a visão de salvar um pedaço de arte do passado do Brasil.
Lembro lhes também que não tive nenhum lucro com um quadro (ainda tive gastos com a sua preservação) que, no estado precário em que se encontrava, certamente acabaria no lixo.
 
10. A doação feita ao MASP é definitiva ou pode ser revertida?

A doação é definitiva.

11.Vc tem receio de que a Prefeitura de Lavras peça a reintegração da obra?

Lavras não conseguiu evitar a destruição de um precioso teatro do século XVII, que virou estacionamento e, segundo o Sr. Wagner Raimundo Gonçalves, nem “os dois anjos do altar central da igreja, que foram substituídos de forma misteriosa entre 1987 e 1997″. Fora os casarões antigos e não sei mais o que.
Acho que seria isensatez da prefeitura tentar tirar um quadro em estado muito frágil do acêrvo e da segurança e com o prestígio do mais importante museu de arte da América Latina, sendo que, ainda segundo o Sr. Gonçalves, ” não temos um suporte adequado para acondicionar e preservar essas peças da ação do tempo e das dilapidações”.
Se o quadro retornasse a Lavras, passada a euforia do momento, e os ganhos de publicidade para os políticos, ficaria deteriorando esquecido em algum lugar com pouca segurança e poucos meios de consevação. No MASP ele esta guardado num ambiente com ar condicionado, controle de humidade e de temperatura. É por essa razão, entre outras, que escolhí o MASP.
Obras de arte não pertencem a um só lugar. Fazem parte do patrimônio da humanidade.
O que os lavrenses podem fazer, é sugerir ao museu que exponha o quadro com mais frequência, pois mesmo incompleto, é lindo..

12. Vc se considera um colecionador de obras de arte já que fez muitas doações ao MASP?

Sim, sou um colecionador e de acordo com o catálogo do MASP,  sou o maior doador depois de Pietro.Maria Bardi, diretor fundador do museu. Doei obras japonêsas, chinêsas, indianas, africanas, pré-colombianas, norte-americanas e brasileiras.
Durante a minha infância e juventude, tive a grande oportunidade de presenciar a formação do museu, que ampliou os meus horizontes e onde aprendí muito. Hoje, me sinto na obrigação de retribuir  tentando colaborar, influenciando, embora modestamente,  a cultura do meu país que tanto amo e que conforme o meu pai dizia, “o recebeu de braços abertos”. Sempre colecionei com a intenção de doar tudo que tenho a museus brasileiros, bem como de servir de exemplo às gerações futuras. Não sou um milionário, professor não ganha muito em nenhum lugar. As minhas coleções são o resultado dos meus estudos, produto do meu conhecimento. Tenho o previlégio de viver em Nova York, que é uma cidade ideal para o colecionador, a cidade mais cosmopolita do mundo, onde se ouve falar mais de 150 línguas e onde existe um imenso comércio internacional que proporciona oportunidades encontradas em nenhum outro lugar.
Tenho poucas fotos das minhas doações e nem todas são de boa qualidade. Enviarei algumas.

13. O que fazer na sua opinião para melhor preservar o patrimônio histórico brasileiro?

Não sei.
No Brasil não existe uma tradição de civismo que valorize as doações de particulares a museus, muito menos ao Ptrimônio Histórico. As elites brasileiras somente pensam no que possam possuir. Aonde os senhores acham que estão os santos, anjos,
castiçais, etc. das igrejas? É só visitar as propriedades dos colecionadores ricos, para encontrar quase tudo. E essas preciosidades não serão doadas, mas em caso de falecimento dos “proprietários”, serão vendidas para o benefício dos seus descententes. Parece tambem que a maioria dos governantes, que tem pouca cultura, e na sua maioria tem uma visão provinciana e mesquinha, somente tem interesse em sua auto preservação e no seu enriquecimento pessoal.
O Brasil foi colonizado com intenções predatórias. Até hoje a  atitude continua sendo a mesma, faz parte da cultura do país. Vejam o que acontece impunemente na Amazonia, não sossegarão  enquanto aquilo não virar um deserto.

14. Depois de 1959 vc voltou a Lavras? Qual a impressão que vc tem dos lavrenses?

Todos os anos passo o mês de agosto no Brasil, mas infelizmente nunca mais voltei para Lavras, onde fui recebido com hospitalidade, respeito e ternura pelas famílias que conhecí.

15.Por que escolheu os Estados Unidos para morar e residir?

Não escolhí os Estados Unidos, escolhí Nova York, que é uma cidade internacional e que é a capital do mundo (com a críse e o crescimento da China, não sei se vai continuar sendo por muito tempo).
Para a minha profissão, foi um desafio, mas não existe lugar melhor. Os maiores talentos de todo mundo vem para estudar e tentar as carreiras aqui, onde só sobrevive quem é bom.

16. Como produtor musical qual a visão que os estrangeiros tem da MPB?

A MPB faz muito sucesso nos Estados Unidos, bem como no resto do mundo. Ouví MPB em lugares públicos, alem de países europeus, no Japão, na China, na Rússia, é impressionante.
Mas MPB não é o meu campo, que é o da música clássica. Os meus heróis brasileiros do passado são Villa-Lobos, Guiomar Novaes, Menininha Lobo, Bidú Saião, Eleazar de Carvalho e hoje o mineiro Nelson Freire.
Aliás, como produtor, pude levar a Menininha Lobo, ja frágil e doente.(faleceu em 1986), para Nova York onde produzí quatro LPs, hoje tres CDs, preservando a sua arte para a posteridade. Creio que foi a coisa mais linda que conseguí fazer em toda a minha vida.

17. O que gostaria de deixar registrado para os lavrenses?

Desejo que os lavrenses tenham consciência de que sou grato pela oportunidade de ter vivido num ambiente tão acolhedor.
Muito obrigado!

 
Em Lavras, no Lane Morton, apresentação da Orquestra da SOLCA com o nosso professor Antonio. No fundo: O PIO, eu e o Aloísio.
O PIO, eu e o Aloísio