Equipe da Ufla participará da Olimpíada Mundial de Robótica nos EUA

18 de abril de 2017
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A Equipe de Robótica Troia da Universidade Federal de Lavras (UFLA) iniciou uma nova jornada. O grupo representará o Brasil na RoboGames 2017. Considerada a Olimpíada da Robótica, a competição acontece entre os dias 21 e 23 deste mês na cidade de Pleasanton, na Califórnia.

Uma das competições mais famosas de combate de robôs em todo o mundo, a RoboGames terá participação de estudantes universitários e equipes autônomas de vários países. O grupo precisou fazer uma campanha junto da população para arrecadar fundos para conseguir recursos para poderem participar do evento.

Fornada por 12 estudantes, a Equipe Troia parte para os EUA com todas as passagens compradas, sendo cinco delas conseguidas através da campanha e colaboração de patrocinadores. A equipe completa cinco anos com uma série de conquistas de um mundial, sete medalhas de ouro, prata e bronze em competições nacionais.

Vice-capitão da Equipe Troia, o estudante do curso de Ciências da Computação, Gabriel Marques de Melo, afirmou que todas as conquistas são o resultado de um duro trabalho em equipe. “Fabricamos robôs porque gostamos. É um trabalho que exige muita dedicação. Somos uma empresa que precisa de marketing e patrocinadores”, afirmou.

Weber Vieira de Souza, 22 anos, viu na equipe uma oportunidade para abrir novos horizontes no seu trabalho universitário. “Existe uma demanda multidisciplinar nesse projeto que agrega várias áreas. É algo que vai beneficiar muito a minha carreira profissional”, afirmou aluno do curso de Engenharia de Controle de Automação.

Núcleo

Todos os robôs usados pelos competidores da Ufla são fabricados e produzidos pela equipe, sendo que algumas peças são produzidas por patrocinadores. A Equipe Troia conta com 15 robôs. Os mais importantes entre eles, estão Aquiles (27kg), Pegasus, Aquiles, Pé de Pano, entre outros.

Muito mais do que aprender a lidar com tecnologia, os alunos da equipe travam contato com áreas como gestão, administração e marketing. Gabriel Marques de Melo destaca que falta apoio de patrocinadores na cidade. Hoje a maioria das marcas que estabelecem parceria com a equipe são de fora.

Funcionamento

Nos combates de robôs, o objetivo é que um deles imobilize ou destrua o adversário. Os robôs são controlados remotamente e possuem armas, mas há uma série de regras a serem seguidas, como subdivisão por peso e combate em local seguro.

No hockey, dois times constituídos por três robôs cada competem tentando fazer gols. Os robôs seguidores de linha devem ser programados para seguirem uma linha traçada no chão; quem realiza o trajeto em menor tempo vence. Há ainda as categorias sumô e trekking. Na primeira, o robô deve empurrar o oponente para fora do ringue. No trekking, no entanto, o robô é autônomo e deve chegar a lugares pré-definidos seguindo uma ordem e programação pré-definidas.